Testemunho escrito pelo meu pai, Pr. Clóvis Cunha - Com um comentário meu ao final deste texto.
Corria o final da década de sessenta, e lá em casa as coisas não estavam tão legais como a gente gostaria que estivessem. Uma família de cinco membros: meu pai, minha mãe, e três filhos matematicamente nascidos com diferença de um ano cada um. Os relacionamentos eram bons, como em toda a família que se dispõe a entender-se entre seus membros. Meu pai era um pedreiro, que recebia seu salário mínimo semanal, e com dificuldades criara aquela família, numa casa própria, mas de apenas três cômodos, uma cozinha, e dois quartos. Nesta época eu entrara para a Escola Técnica, coisa difícil de acontecer entre os meninos de minha idade e relação, e especialmente entre os de minha família, mas com esforço quase incomum, e com o apoio de meus pais, lá estava eu. Meu pai era cacique de terreiro de umbanda, pois quando eu tinha oito meses, segundo o que me contaram, sofri uma convulsão, e aquele episódio levou meu pai e minha mãe a se envolverem com o espiritismo. Minha mãe, que até os dezesseis anos era uma batista de carteirinha, se desviara, e conhecera meu pai nos famosos bailes de salão da década de cinqüenta. Enamoraram-se e casaram. Casou inclusive na Igreja Batista do bairro onde nasci. Meu irmão mais velho, ainda foi apresentado ao Senhor no templo, mas eu e o mais moço, fomos batizados na Igreja Católica.
Mas foi em mil novecentos e sessenta e oito, que um fato incrível, mudou a história de nossa casa. Naquele momento, meu pai, cheio de problemas e decepcionado com o espiritismo, já não tinha entusiasmo nenhum para atender aos dois pontos de centro de umbanda que dirigia, um na casa de meu avô, e outro lá em casa. Meu avô estava hospitalizado com um derrame cerebral, aliás o segundo de uma série de sete que lhe sucederam até a morte. E num final de tarde, minha mãe saiu do hospital, e passou na casa de uma amiga prá comprar um pé de alface, mas o que ela não sabia é que aquela mulher tinha muito mais do que um pé de alface para lhe entregar. Enquanto falavam da vida e das notícias lá de casa, com os acontecimentos ocorridos com meu avô, a amiga de minha mãe lhe disse: Sabe que está na cidade, um homem de Deus, que ora e as pessoas são milagrosamente curadas, e problemas insolúveis são resolvidos, e muitas pessoas estão se convertendo! Ela forneceu prá minha mãe o nome da emissora, e o horário onde este homem tinha um programa de rádio, e minha mãe saiu dali com o pé de alface e uma perspectiva de que uma réstia de luz lhe sinalizara uma possibilidade de saída de um túnel escuro.
Eu não tenho dúvidas de que os amigos, são provisões de Deus para nossas vidas. Assim como não tenho dúvida, que os mais insignificantes momentos de nossas vidas, tem propósitos espetaculares que num primeiro momento não somos capazes de enxergar, mas a medida que o tempo passa as coisas se tornam claras e compreensivas.
Foi, então, por meio de um pé de alface, que o Evangelho chegou lá em casa, e mudou o rumo de nossas vidas. Não estou dizendo que sumiram os nossos problemas, mas nos mostrou que no meio de nossos problemas o Senhor Jesus, sempre está conosco. No meu livro ( ainda no prelo ) UM PÉ DE ALFACE, QUANTA DIFERENÇA FAZ, eu descrevo detalhes de antes e depois deste fim de tarde, não fosse o pé de alface, seria um fim de tarde como os anteriores, sem graça, sofrível, e muito escuro.
"Como Deus é poderoso! Agradeço a Ele por este pé de alface. No dia 01/11/2010, segunda feira, às 18hs eu e minha família estávamos ao lado de minha vó, em seu leito no hospital e pensei: Aquele pé de alface fez toda a diferença e graças a Ele minha vó estará com o Senhor quando ela se for.... Ela foi com o Senhor às 19:20hs deste mesmo dia e a tristeza encheu aquele quarto, porém a ALEGRIA de saber que um dia iremos encontrar ela ao lado de Jesus, encheu minha mente e no lugar da tristeza, houve alegria".
COMO EU TE AMO JESUS"
Nany